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Mercado de concessão de parques públicos urbanos ganha impulso

Pesquisa aponta percepção positiva dos usuários sobre concessão do Ibirapuera[


Isadora Cohen

Rogério Ceron


Publicado originalmente no JOTA


É notório que o mercado de Concessão de Parques Públicos Urbanos ganhou impulso e se espraiou pelo país após a bem-sucedida licitação da Concessão de 6 parques da Prefeitura de São Paulo, dos quais o parque Ibirapuera é o mais conhecido pela sua dimensão, localização e atratividade econômica.

O termo licitação bem-sucedida está sendo utilizado pelo fato de a licitação ter sido concluída e o contrato assinado, mas não sem antes passar por inúmeras polêmicas, inclusive alvo das famigeradas fake news, resistências, impugnações e até mesmo judicialização que culminou com atípico acordo judicial que impôs novas condições e encargos ao licitante vencedor após a sessão de recebimento de propostas. De toda forma, fato é que após essa licitação o mercado de concessão de parques públicos decolou no Brasil com inúmeros outros entes seguindo o mesmo caminho.

Além dos desafios e ônus decorrentes do pioneirismo, esse projeto também enfrentou uma pandemia logo após a emissão da ordem de início, no começo de 2020, que resultou até mesmo no fechamento dos parques durante alguns meses, limitando em alguma medida as melhorias e otimização da exploração do ativo por parte da concessionária.

Apesar dos desafios, a maior parte dos parques já está sendo gerida pela concessionária há mais de 12 meses e, portanto, pode-se supor que já seria possível perceber mudanças, sejam para melhor ou pior, na gestão e serviços oferecidos aos usuários. Compreender como os usuários estão percebendo a gestão privada nos parques é especialmente importante por se tratar de um mercado relativamente novo, o que pode induzir positiva ou negativamente a ampliação desse mercado em São Paulo e no país.

Pensando nisso, a São Paulo Parcerias e a ICO Consultoria firmaram parceria para realizar uma pesquisa de campo quantitativa para avaliar a percepção dos usuários sobre a concessão. Apesar de a pesquisa abordar diversas óticas acerca dos serviços e gestão da concessionária, o intuito principal da pesquisa foi chegar à conclusão se os usuários estão ou não satisfeitos com o que vem sendo oferecido pelo parceiro privado nesses espaços e até mesmo se, com base nessa experiência recente, apoiam ou não a expansão dessas parcerias para outros parques não concedidos.

Com uma amostragem representativa que alcançou 1.100 entrevistas, os resultados foram bastante expressivos e impressionaram positivamente. Intuitivamente, esperava-se que as concessões fossem alcançar resultados favoráveis, mas a pesquisa foi ainda mais reveladora do impacto positivo da concessão para os usuários.

A aprovação e satisfação dos usuários com a gestão da concessionária nos parques alcançou impressionantes 94% no parque Ibirapuera e 93% nos demais parques concedidos. A zeladoria também recebeu ótima avaliação, sendo que mais de 90% dos entrevistados se mostraram satisfeitos com estado de conservação do parque, sensação de segurança, equipamentos e atividades esportivas, de cultura, lazer e serviços de alimentação. Idem no que tange à evolução dos equipamentos e serviços nos últimos meses: a maioria (cerca de 70%) sinalizou que, além do elevado grau de satisfação, percebem um processo de evolução em curso nos serviços oferecidos. Até mesmo questões polêmicas como estacionamento e publicidade dos parques foram avaliados positivamente pela maioria dos usuários. No quesito publicidade, mais de 70% dos usuários sinalizaram que as informações veiculadas nos painéis publicitários são uteis e 84% consideram adequada a forma como a exposição de propagandas estão sendo feitas nesses painéis. No que tange aos estacionamentos, mais de 70% se mostraram satisfeitos com os serviços de gestão do estacionamento.

Além dos resultados positivos quanto a diversos aspectos dos serviços oferecidos e na aprovação da gestão feita pela concessionária nos parques, restou saber se, com base na experiência observada nos parques concedidos, os usuários recomendam ou não a expansão dessas parcerias para outros parques ainda não concedidos. E os resultados novamente não deixam de superar as já altas expectativas: com base nessa experiência, nada menos que 87% dos usuários que frequentam o Ibirapuera e 93% dos usuários dos demais parques apoiam que a Prefeitura expanda essas parcerias privadas para outros parques ainda não concedidos.

Não deixa de ser impressionante que, mesmo no parque Ibirapuera, alvo das maiores polêmicas e resistências, os resultados tenham sinalizado tão positivamente em prol da concessão e da melhoria dos serviços prestados. Esses resultados podem gerar efeitos positivos quanto à consolidação dessa nova forma de gerir parques públicos, não só na Cidade de São Paulo como no Brasil todo. Igualmente poderá ajudar a melhorar a comunicação e até mesmo a percepção da sociedade e dos gestores públicos e privados quanto à opinião dos usuários, que no fundo sinalizam para um pragmatismo de querer bons serviços públicos a sua disposição e reconhecer quando eles de fato são oferecidos.

Informações detalhadas da pesquisa podem ser obtidas aqui.

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